terça-feira, 6 de setembro de 2011

Últimos passos para o fim

Brasília,21 de novembro de 2010.
Crítica de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I.
Esse texto foi publicado no site Cerradomix.com.br e no Jornal Coletivo.

Noves anos se passaram desde que a franquia de Harry Potter estreou nas salas de cinema do mundo inteiro. Nessa sexta, 19 de novembro, começa a ser exibido nos cinemas nacionais a primeira parte do desfecho da história do bruxinho britânico que conquistou o mundo através das páginas dos livros e das cenas dos filmes.


Em Harry Potter e a Relíquias da Morte: Parte 1, o trio de amigos Harry (Daniel Radicliffe), Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) continua sua jornada na tentativa de derrotar Voldemort (Ralph Fiennes), enquanto o poder do Lorde das Trevas se amplia a cada dia. O Ministério da Magia é tomado, e no novo regime, os nascidos trouxas (de família não bruxa) são caçados e precisam se esconder, enquanto todos os que apoiam Harry são perseguidos, torturados e mortos. A única esperança, é que os três amigos consigam encontrar e destruir as Horcruxes – pedaços da alma de Voldemort. Neste episódio, além de enfrentar os perigos das Artes das Trevas, os três adolescentes precisam lidar com os conflitos típicos da idade, como família e relacionamentos amorosos.

Com enredo muito mais denso que os anteriores, é hora do elenco provar que não é mais formado por crianças. O amadurecimento é visível na atuação do trio que sofre, ri, chora e briga de forma convincente. O destaque na atuação, no entanto, fica por conta de Rupert Grint, que interpreta Ron. O garoto que sempre viveu à sombra de Harry Potter mostra, enfim, do que é capaz. Com rompantes de fúria, olhos inchados e vidrados, o ator provou que está preparado para além da franquia Harry Potter.

Para os fãs alucinados e leitores assíduos da série, uma boa notícia: dos sete filmes já lançados, Relíquias Parte 1 é o mais fiel ao livro. No entanto, para quem acompanha a série apenas pelos cinemas, o filme pode se tornar cansativo, uma vez que as lutas e duelos mágicos são substituídos por explicações detalhadas e diálogos presentes nos livros.

A divisão da última parte em duas etapas vai além do lucro maior para a Warner Bros. Com uma jogada de mestre, o diretor Davi Yates usa os 146 minutos para deixar o fã de Harry Potter com os olhos pregados na tela e garantir a presença do público no próximo filme, já que a história não termina de fato. O enredo é interrompido em um momento crítico e toda a escassa batalha na primeira parte tem lugar garantido no episódio final, que estreia em julho de 2011.

Confira o PDF da publicação:

@thandyung

0 comentários:

Postar um comentário

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More